De Trinta e dois à Duzentos e quarenta e dois Reais. São estes os valores pagos pelo Bolsa Família. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda com condicionalidades, que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. O 4° Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio aponta queda da pobreza extrema de 12% em 2003 para 4,8% em 2008.
De acordo com o que diz no site do MDS, o programa se divide em três eixos: transferência de renda, condicionalidades e programas complementares. Eles julgam a transferência de renda como ponto crucial para o alívio imediato da pobreza. A condicionalidade reforça o acesso à saúde, educação e assistência social. E os programas complementares objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade.
Seria muita estupidez de minha parte começar a falar sobre um assunto sem antes explicá-lo de maneira coesa. Pois bem. Agora, expresso-lhes a minha opinião mais lógica, racional e sincera: Não seria o Bolsa Família um "tapa buraco"? Não seria o Bolsa Família uma tentativa de "empurrar a sujeira para debaixo do tapete"? Veja, e PENSE junto a mim, por gentileza: Lembre-se, quando falamos de famílias carentes, são famílias carentes de alimentação, abrigo, saúde e, principalmente, INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO. Pois bem, não seria muito mais fácil pagar um valor X para tais famílias carentes do que designar de maneira correta e lícita verbas para a infra-estrutura dessa população? Veja, tendo em vista que o programa foi lançado há OITO ANOS, não é um tanto contraditório você ter a diminuição da pobreza extrema e não oferecer estradas para que as crianças destas famílias cheguem às escolas? Um país que está combatendo a pobreza. Pobreza de quê? O Sertão continua tendo escolas com apenas TRÊS SALAS. Escolas sem merenda, sem professores, sem livros. Escolas? Quais escolas? O Sertão continua sofrendo com a seca, e assim, sofrendo com a falta do que plantar, do que criar; sendo obrigados a gastarem com a sua alimentação, já que não possuem infraestrutura que os possibilitem de criar a sua própria. O desmatamento está aí, e não vejo diminuição desta prática. Ah, mas isso nada tem a ver com a pobreza, não é mesmo? E o que falar de famílias com renda altíssima que estão cadastradas no programa? E o que pensar de famílias carentes que não aprendem a pescar, já que ganham o peixe?
O Bolsa Família, companheiros e companheiras, é um programa EMERGENCIAL. Pelo menos Era pra ser. O Bolsa Família ERA pra ser um auxílio apenas, e não uma dependência. Como já disse, é um tapa buraco. Eles pagam um dinheirinho para os carentes, eles ficam contentes e está tudo certo. Na próxima eleição, votarão naqueles que lhes deram Cem Míseros Reais. Ou Trinta e Dois. E enquanto isso, as escolas, os hospitais e as plantações continuam CARENTES. Quando se necessita de um hospital, se o encontra, médicos decentes ele não tem. Ah, mas os Trinta e Dois Reais foram depositados. Ou Cem. Tudo bem.
A população reflete o seu país. Se a população é carente, logo, o país também é.
E o país reflete os seus governantes. Educação, alimentação, saúde. São vários os setores carentes deste Brasil. Brasil carente, governantes carentes. Carentes de princípios, de planejamento, de ética. Carentes de vergonha na cara.
Como combater a carência com um programa que já é carente? Carente de gestores dignos e profissionais. Quem sabe, amigos e amigas, quando os nossos carentes governantes terem suas carências supridas, eles não possam assim, suprir as de seus eleitores.